O Evento

VI SEMINÁRIO NACIONAL GÊNERO E PRÁTICAS CULTURAIS: interfaces com as relações étnico-raciais

22 a 24 de novembro de 2017 – Universidade Federal da Paraíba

Apresentação

O Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais (SNGPC) iniciou com uma parceria promissora entre as Universidade Federal da Paraíba e a Universidade Estadual da Paraíba. Com o objetivo de congregar professores e pesquisadoras/es, estudantes, especialistas, profissionais, integrantes de Organizações Não-Governamentais, Núcleos de Pesquisa, Centros e Programas Universitários de Estudos de Gênero no Brasil, o I Seminário Nacional Gênero e Prática Culturais, cujo tema central era: desafios Históricos e saberes interdisciplinares, aconteceu de 04 a 06 de setembro de 2007. O debate propiciado por ambas instituições no evento partiu de dois âmbitos estratégicos para a potencialização de ações educativas promotoras da equidade de gênero: primeiro, a articulação de pesquisas interdisciplinares e, segundo, a formação do educador, com vistas à atualização do conhecimento e à socialização de experiências na referida área.

O II Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais, realizado nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2009, em torno da temática Culturas, leituras e representações, teve como objetivos: promover a reflexão e o debate das/dos participantes sobre as relações de gênero que se estabelecem em instâncias sociais distintas e analisar o discurso sobre gênero elaborado por diferentes representações culturais, na perspectiva de contribuir para a construção de novas relações de gênero pautadas na igualdade de oportunidades e no cumprimento aos direitos humanos.

O III Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais representou um amadurecimento da parceria acadêmica entre as duas universidades citadas, desde 2007, quando se organizou a primeira edição, reunindo participantes oriundos de diversos estados do Brasil. A terceira edição empreendeu um esforço coletivo para conhecer e socializar a produção intelectual desse campo de conhecimento, a partir da temática central: Olhares diversos sobre a diferença. O evento propôs a reflexão sobre os processos sociais que têm convertido as diferenças sociais em fontes de discriminação e desigualdades, estimulando o diálogo entre diversas epistemologias contemporâneas (pós-modernas, pós-estruturalistas, feministas, teoria Queer, Estudos Culturais, Estudos Subalternos) que refletem sobre a forma como tais processos de diferenciação são construídos. A segunda preocupação que orientou o III Seminário era a criação de espaços de diálogo entre os saberes da academia e os movimentos sociais cujo campo de atuação é perpassado pelas questões abordadas.

No início da segunda década do século XXI, em nosso país, tal como no resto do mundo, os estudos acerca da problemática gênero e práticas culturais têm contribuído significativamente para a expansão teórica reflexiva, possibilitando entender as transformações constitutivas de relacionamentos e estilos de vida em uma determinada época e espaço. Nesse sentido, a realização e a promoção do intercâmbio de experiências entre estudiosos de diferentes instituições e regiões do país, a partir da década de 1970 (cenário de importantes lutas e conquistas), têm tratado, pois, do reconhecimento da histórica dimensão da desigualdade e exclusão sociocultural até então não trabalhada no âmbito acadêmico, sobretudo, em relação às, assim denominadas, minorias. A esta condição inovadora que se consolidou, ressalte-se que, nas últimas três décadas, foram produzidos nos Movimentos Sociais, nas Organizações Não-Governamentais e em outras instâncias da sociedade civil, inúmeros trabalhos, experiências, práticas, vivências e enfrentamentos, bem como monografias, dissertações e teses nos diversos Programas de Pós-Graduação, com destaque para áreas de conhecimento da Educação, Letras e Ciências Humanas. Imbuídas dessa consciência, a UFPB e a UEPB realizaram no período de 27 a 29 de dezembro de 2013 o IV Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais, tendo como tema central: subjetividades e contradiscursos.

As quatro edições aconteceram nos espaços da Universidade Federal da Paraíba de modo bastante exitoso e contando com a presença de pesquisadores/as, discentes e docentes das mais diversas IES, membros de outras entidades educativas, organizações não governamentais e movimentos sociais de todos os estados do país, revelando a importância do espaço dialogal criado pelo evento que, por sua vez, já tem seu lugar assegurado na área da Educação, das Ciências Sociais e afins.

Na quinta edição do evento que aconteceu no período de 26 a 28 de novembro de 2015, no Campus do Itaperi/UECE, a parceria foi ampliada para mais duas instituições que já têm estabelecido diálogos pelo intercâmbio na formação discente, docente e de pesquisadores/as, a UECE e a UFC. Desta feita, o V Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais pretendeu fomentar o debate a partir da temática central: Feminismos, cidadania e participação política no Brasil. Essa edição os 80 anos (1934- 2014) da garantia por lei da conquista do voto feminino que abriu espaço para a inserção política da mulher e consequentemente um avanço no exercício/vivência de sua cidadania.

É importante enfatizar que concepção de gênero que sempre orientou o Seminário é a de uma categoria relacional, isso quer dizer, que os gêneros se definem na relação com o outro, e sendo um aspecto das relações sociais e culturais de poder e de subjetivação, o gênero se articula com outros tipos de relações sociais – geração, raça, etnia, classe, profissão, sexualidade – de maneiras cada vez mais diversas, indicando novos sentidos e perspectivas de integração em relação à condição humana.

A partir desta perspectiva é que o VI Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais propõe como eixo central de discussões Interfaces com as relações étnico-raciais. Debate que se faz urgente considerando uma conjuntura que tem se destacado por uma permanência e, infelizmente, até ampliação, de violências de toda espécie que apontam insistentemente para intolerâncias a questões associadas a gênero, sexualidade, raça, etnia. Ora por um assunto, ora pela associação de mais de um deles. Concebemos que discutir a interface dessas temáticas pode contribuir para fomentar o respeito às diversidades, às diferenças e às identidades, bem como combater o preconceito e a discriminação associado(a) a tais questões.

O VI SNGPC tem o prazer de nesta edição comemorar dez anos de debates necessários e instigantes para a formação de pessoas mais éticas.

Esperamos por você!

Organização Geral

Dr. Charliton José dos Santos Machado

Dra. Idalina Maria Freitas Lima Santiago

Dra. Maria Lúcia da Silva Nunes

Comissão Científica

Dr. Antônio Roberto Seixas da Cruz

Dr. Charliton José dos Santos Machado

Drª Dinamara Garcia Feldens

Drª Edna Nóbrega

Drª Elizabeth Christina Andrade Lima

Drª Francymara Antonino Nunes de Assis.

Drª Haquel Myriam de Lima Costa Palhari

Drª. Idalina Maria Freitas Lima Santiago

Drª Ivonildes da Silva Fonseca

Drª Kyara Maria de Almeida Vieira

Drª. Lia Machado Fiúza Fialho

Drª Maria Eulina Pessoa de Carvalho

Drª. Maria Lúcia da Silva Nunes

Drª Maria Valdenice Resende Soares

Dr. Matheus da Cruz e Zica

Drª Solange Pereira da Rocha

Drª Tatiana de Medeiros Santos

Drª Suzel Oliveira da Rosa

Drª. Zuleide Fernandes de Queiroz

Dr. Waldeci Ferreira Chagas

Secretaria

Shirley Targino Silva

Charya Charlotte Bezerra Advíncula

Larissa Meira de Vasconcelos

Instituições Responsáveis

Brazao-UFPB

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Marca-da-UEPB-Aplicação-Colorida-em-PNG-1

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA